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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Papai Noel e as Fraldas

Nesses último dias, o nome que mais ouvi falar foi Papai Noel.
Que se eu isso, o Papai Noel não te trará presente. Que se eu aquilo, Papai Noel vai te trazer isso, aquele e aquele outro.
Não posso dizer que não o conheço, pois geralmente ele está em algum shopping, e até me deu bala em algum dos encontros. Quase morri de vergonha, e nem consegui pegar a bala, mas ok, era o Papai Noel. Papai e Mamãe ficaram felizes por mim.
Sei que foi o assunto do momento durante um bom tempo. Até que Mamãe começou a dizer que o Natal era amanhã e que o Papai Noel viria. Achei legal, já que ela havia dito que ele traria o presente que pedi. Mas eu morreria de vergonha e medo dele. Afinal, não o conheço, certo? Não tem toda aquela intimidade, para eu abraça-lo, ficar feliz com o presente e tudo mais... Confesso, que com isso tudo, fiquei um pouco tenso.

Fomos para a casa da Dinda, pois segundo Papa,i o Papai Noel iria deixar nossos presentes por lá. Dormi no caminho. E quando acordei, ele já havia passado. O que pra mim foi um alivio! Ganhei um monte de coisas legais, e não passei pelo constrangimento todo...
Mamãe me contou a história do Natal, e que era aniversário do Papai do céu. Papai do Céu, Estrela, Menino Jesus, Presentes, Papai Noel... Teria algo a ver? Não sei, essa parte ficou meio confusa ainda...

Conto que com toda essa confusão, e com medo de o tal Papai Noel não trazer meu presente, estou parando de usar fraldas. Já aprendi a controlar o xixi, e sento no penico ou vaso e faço direitinho... até derrubar a última gotinha do pipi eu aprendi... Jogar no vaso eu também consigo. Só a descarga que é meio dura e preciso de ajuda. Estou me sentindo mais confiante, e independente... A festa que as pessoas fazem a cada xixi é muito legal.
O cocô ainda é meio chato... tenho vergonha em avisar que vou fazer, e acaba saindo nas calças. Morro de vergonha e seguro o quanto posso. Espero que eu consiga aprender certinho e acertar das próximas vezes.

Falando nisso, me deu uma vontade de fazer xixi, e vou ali e já volto... Até!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Medo do Escuro

Sou um cara muito corajoso. Não sou de ter medo de qualquer coisa, não. E quando acontece de eu ficar meio assim com alguma coisa, Papai ou Mamãe estão sempre me mostrando que está tudo bem. Mas ontem senti medo. E abri o jogo.

Sempre quando Mamãe chega do trabalho, ela sai comigo andar pelas calçadas do bairro. Ontem estava bem gostoso e saímos andar. Acho muito legal andar pela calçada e com isso aprendi muitas coisas:
- Não se deve andar na rua. A rua é para os carros.
- Devemos andar na calçada e na calçada. Senão o carro pega e machuca.

Mamãe sempre me convida para irmos andar na rua, e respondo isso para ela, ela acha lindo e diz: “Isso mesmo... você é muito esperto!”.

- Outra coisa legal que aprendi, é que quando vamos atravessar a rua, tem um botão perto de onde vamos atravessar. Se apertamos o botão e esperamos um pouquinho, o bonequinho do outro lado da rua fica verde e podemos passar. Mas só quando o bonequinho está verde. Mamãe até brinca em querer atravessar quando ele está vermelho, mas eu não deixo. É engraçado que é só o benequinho ficar verde que todos os carros param e a gente pode passar. ‘Quase’ todos os carros obedecem o bonequinho. Tem uns teimosos. Ontem mesmo, esperamos um tempão o bonequinho mudar de cor, e quando já estávamos quase na metade da travessia, um carro passou. Mamãe deu bronca no homem que dirigia o carro, e ele se foi. Mamãe ficou brava! Eu também!

- Outra coisa que aprendi, é que quando  estamos no carro, não olhamos o bonequinho, olhamos a bolinha. Se ela está verde, a Mamãe ou Papai podem dirigir. Se está vermelha, eles param e esperam mudar de cor. Sendo assim, se estamos a pé, olhamos o bonequinho; se estamos de carro, olhamos a bolinha. Verde, significa que podemos andar. Vermelho, esperar!

Demos uma passada no mercado, e Mamãe não deixou eu olhar os brinquedos que tem por lá por muito tempo. Ela disse que eu já tinha visto o suficiente, e que eu não levaria nenhum hoje, pois ontem ela deixou eu levar uma gatinha. Saí de lá chorando, pois eu queria ver mais. Fomos até a farmácia e no caminho, ela fez eu ouvir um barulho que eu nunca havia me dado conta: Grilos. Passamos numa árvore e o barulho era bem alto. Ela explicou que ele era bem pequeno e sentia medo da gente, por isso se escondia. EU é que fiquei com medo de todo aquele barulho. Fomos para casa falando sobre grilos e eu fiquei ouvindo que em todo canto havia um fazendo barulhinhos.

Em casa, ouvi que tinha algum perto. Fiquei com medo. Mamãe tentou me tranquilizar dizendo que ele é amigo, e estava lá fora. Rá! Se fosse amigo estaria ali dentro e brincando comigo. Não me convenceu e fiquei com medo.
Mamãe disse para eu ir lá no meu quarto pegar meus dragões para a gente brincar. Não consegui. Olhei meu quarto todo escuro, e por mais que eu saiba acender a luz, algo me impediu de ir. O medo.
Olhei para a Mamãe apreensivo e não fui. Ela perguntou o que aconteceu. Respondi: “Mamãe, estou com medo.” Não lembro de ter dito isso em algum dia. Nunca senti nada igual. Nunca fiquei colado no chão sem conseguir ir a algum lugar sozinho. Por medo de chegar lá e encontrar alguma coisa no escuro. Medo do escuro. Medo do grilo. Medo.
“ Medo? Medo de quê, Dudu”, Mamãe perguntou. “Medo do escuro”. Respondi. Eu não sabia bem do que eu tinha medo. Mas quando olhei o quarto escuro foi o que eu senti. Ela me pegou pela mão e disse que eu não precisava ter medo. Ela ia comigo pegar os dragões e me mostraria que não tinha nada no quarto que eu precisasse ter medo. Chegando lá, eu não senti mais medo. Liguei a luz, e realmente não havia nada que eu precisasse temer.

Pegamos os dragões, voltamos para a sala, e brincamos. Esqueci o medo, esqueci o grilo, e me senti mais forte.

Realmente no escuro não tem nada. Mas só vemos isso quando acendemos a luz.
Será que o que tem no escuro, tem medo da luz?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Vida de bebê não é facil....

Dia desses estava pensando na Luana. Sim, a minha prima. Comecei a observar como a vida dela é fácil: para tudo, basta chorar!

Vendo as coisas por um lado:

Se ela tem fome, solta um chorinho, e a Dinda corre pegar ela no colo e dá o peito. Ela mama no peito da Dinda. Mamãe disse que quando eu era pequeno eu também mamava ali. Não consigo imaginar como isso pode ser possível. Como elas colocam leite ali? Será que quando bebem leite vai por um caninho para o peito? E será que esquentam antes? Papais não dão o peito? Não entendi muito essa parte, e ainda acho mais legal tomar meu leite na mamadeira. Sei lá, acho meio estranho esse lance de tomar ali...

Voltando à minha prima... Depois do mama estranho dela, a Dinda fica com ela no colo um tempo, dando batidinhas nas costas. Ela dorme, acorda, dorme. Nos intervalor chora e ganha mais colo.
Quando tenho fome e choro, me respondem que eu não preciso chorar, só pedir. As vezes peço e falam que daqui a pouco me dão o que estou pedindo. As vezes dizem que agora não pode comer aquilo, só depois do almoço. Ou então, que não tem.

Ela toma o banho dela em uma banheira quentinha.... no colo, deitadinha. Eu, só de pé e no chuveiro.... as vezes passo frio!

Ela não precisa escovar os dentes quando está morrendo de sono e quer ir pra cama. Eu, mesmo chorando e esperneando, tenho que escová-los. E depois ainda passar o tal flúor!

Ela não precisa guardar os brinquedos dela depois de brincar. Aliás ela nem brinca.... E olha que essa parte acho muito estranha.... tento as vezes dar um brinquedo na mão dela e ela nem pega. E pense que tentei dar meu avião mais legal....

Quando ela chora, ninguém diz a ela que ela já é grande e não precisa chorar. Nem quando ela quer colo. Quando peço colo, geralmente dizem que sou grandão e consigo andar mais um pouquinho.... mesmo que eu esteja cansadão!  Aliás, já tentei chorar igualzinho à ela, e me disseram que não sou bebê para chorar daquele jeito....

Esse negocio de ser grande ou pequeno me confunde. Sou grande para guardar meus brinquedos, mas pequeno para jogar vídeo game. Sou grande para tirar minha roupa sozinho, mas pequeno para eu me servir de água no bebedouro com o copo de vidro. Sou grande para carregar a mala da escola, mas pequeno para andar fora da cadeirinha do carro. As pessoas são estranhas, inventam coisas e ainda nos confundem. Já me convenci que não sou grande nem pequeno. Sou menino!


Vendo as coisas por outro lado:

Se a Luana tem vontade de comer um chococale... o que ela faz? Chora... mas a Dinda vem com o peito. Se ela continua chorando, a Dinda põe sementinhas quentes na barriga. Se ela continua chorando (“Mãaaae, quero chocolaaaateeee!!!!”), ela dá remédio. A Luana fica com sono, desiste e dorme. Sem comer chocolate!!!

Se ela quer assistir um desenho, não consegue. Pois as pessoas ficam virando ela de um lado para outro.

Se ela quer dormir na caminha dela, ela não consegue dizer isso. E a Dinda faz ela dormir onde ela acha mais certo. Seja no sofá, no carrinho ou no bebê conforto.

Se ela fica com carne no meio do dente, e não escova os dentes, isso deve incomodar a noite, certo? (....pensando.....)
Ela tem dente? Acho que ela não tem dente......não que eu me lembre. Me explica como uma pessoa não tem dente! Quando será que a Dinda vai comprar os dentes dela? Que preocupante... Deve ser por isso que ela só toma leite. Ta-di-nha da Luana!!!

Vou conversar com a Mamãe que ela não tem dente. Será que não notaram isso??? De repente a gente dá de presente para ela. Assim ela pode comer comigo. As vezes só o leite não sustenta.... tem que comer uma bolachinha, um feijão com arroz e carne.... Ela não come carne! Por isso não fica com carne nos dentes.... e ela não tem dente.... Por isso não come carne. Tadinha da Luana.....


Olha... depois de ver como a vida dela é difícil, não vou mais ficar com vontade de virar bebê para ter as mordomias dela. Ser bebê, não saber falar, nem pegar brinquedo ou ter dentes, deve ser muito difícil.......

Vou aproveitar meus dentes e meu vocabulário e vou ali pedir uma bolachinha para a Vovó..... esse papo me deu fome.

Tadinha da Luana!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dia de Vacina

Sábado Mamãe me arrumou bem lindo.... Passou gel no meu cabelo, colocou roupa nova e fomos na Casa da Dinda.... Mamãe falou que iríamos tomar Gotinha. Já tomei gotinha há um tempo e é bem legal... é só abrir a boca e pronto! Não entendo porque as crianças choram tanto para isso.

Chegando lá, vi que a Luana, a minha prima, tomou antes. A moça de branco pegou nas bochechas dela e deu as gotinhas. Ela também não chorou. Haviam crianças chorando, gritando e até se jogando no chão. Mães com cara de preocupada e nervosas. Fiquei um pouco tenso, mas não entendi o porquê de tanto alvoroço. Olhei para a Mamãe e ela me fez carinho e disse que eu era lindo. Fiquei mais tranquilo.
Tinha um menino a nossa frente na fila. Pensei em me espelhar à ele, já que ele tinha mais ou menos o meu tamanho, e estava mais tranquilo que eu. Logo que observei isso, ele foi chamado. Ficamos aguardando.

Mamãe me pegou no colo e conversou comigo: “Dudu, você vai tomar a gotinha daqui a pouco. Depois vai tomar uma vacina. É um piquezinho no braço, que nem vai doer, igual a um pernilongo, mas é para seu bem e para não ficar dodói. Pode confiar na Mamãe.” Quando ela diz que eu posso confiar nela, é porque o negócio é tenso, mas ela me ajuda a segurar a barra. Fiquei bem concentrado e prometi para mim mesmo que seria forte.

A porta abriu, e o menino que estava à minha frente saiu da sala. Berrando e visivelmente abalado.... Olhei mais uma vez para a Mamãe e ela estava tranquila. Eu não estava, mas procurei manter as aparências.

Mamãe sentou comigo no colo. A moça de branco veio à minha frente e Mamãe falou para eu abrir a boca para tomar a gotinha. Abri, tomei, e sorri. Foi bem tranquilo e realmente não doeu. Nem senti a picada.
Mamãe levantou minha blusa, e aí sim lembrei o que era uma vacina.... A moça de branco pediu para ela segurar meu bracinho. Fiquei parado e procurei não olhar muito para o que a moça de branco ia fazer, pois eu confesso que fiquei nervoso. Muito nervoso. Senti uma picada. Logo Mamãe me elogiou por eu não ter chorado.... Teria acabado? Logo a moça de branco veio com um adesivo, acho que então era aquilo que doía.... o tal adesivo! Me deu uma vontade bem grande de chorar, pois fiquei com medo da dor.... Mamãe me elogiou mais uma vez e a moça de branco falou que nem ia precisar colocar o adesivo, pois não sangrou. As duas moças de branco me elogiaram, disseram que eu sou um rapazinho.... Mamãe vestiu minha blusa e saímos. Fiquei muito feliz! Finalmente tinha acabado!

Mamãe sorria. Encontrou a Dinda e contou que eu nem chorei. E nessa hora, Mamãe começou a chorar. Não entendi.... será que ela tomou a vacina por mim? E como não saiu sangue da vacina a moça de branco desistiu de me picar com o adesivo? Fiquei confuso, mas logo a Mamãe parou de chorar e  estava sorrindo e incansavelmente me elogiava.

Tomar gotinha não dói. E vacina também não. Isso, claro, se você não sangrar!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sim, nos mudamos!

Voltando a falar das coisas estranhas que estavam acontecendo na casa da Vovó Regina. Logo que acordei, notei que um monte de homens estranhos começaram a pegar as caixas que estavam pela casa e levar até um caminhão. Papai e Mamãe não estavam. Vovô Mario chegou e logo começou a desmontar meu berço. Depois de desmontado, eles também o levaram para o caminhão. Fiquei um pouco assustado, mas Vovó aparentava estar tranquila com aquilo tudo, então procurei ficar calmo. Mesmo assim eu ficava me perguntando se aquela noite eu dormiria no caminhão também...

Logo Vovó me colocou no carro, e fomos até aquele apartamento que ela dizia ser a casa nova.
Ficamos por lá durante um tempo, e logo os homens estranhos apareceram trazendo as caixas. Vovô Mario também chegou e começou a montar alguns móveis. Inclusive meu berço... Fiquei bem mais tranquilo imaginando que eu teria algum lugar para dormir!
Essa bagunça toda continuou, até que os homens foram embora. Vovô e Vovó continuaram guardando e montando coisas, enquanto eu me distraia com alguns brinquedos que vieram comigo. Eu simplesmente não fazia ideia de onde foram parar os demais. Agora eu tenho menos brinquedos do que eu já tinha na casa da Vovó...

Papai chegou do trabalho e começou a colocar minhas roupas em um armário, no mesmo quarto em que ficava meu berço. Entendi que ali seria meu quarto. No quarto ao lado, estava a cama de Papai e Mamãe. Lá estava uma bagunça.... cheia de roupas encima dela. No outro quarto estava a cama da Vovó. E lá sim, havia uma quantidade imensa de sacos, caixas e roupas.

Mamãe chegou também.... Ajudou Papai a arrumar o quarto deles. As coisas pareciam menos bagunçadas, e também achei alguns brinquedos (mas não todos). Papai me deu banho, e nessa hora achei que voltaríamos para casa, no entanto, enquanto eu falava em ir para casa, Mamãe me explicou que agora ali era a casa da Vovó.... e que moraríamos com ela ali. Mas eu não gostei dali como gostava da casa da Vovó. E porque as coisas estão mudando tanto ultimamente?

Lembro que tinha a casa que chamávamos de Nossa Casa. Ali tinha meu quarto azul, onde ficava meu berço, minha cômoda, meu guarda-roupas, todos branquinhos, e um mooooonte de brinquedos, inclusive minha barraquinha de bolinhas. Ali que sempre ficávamos eu, Papai e Mamãe. Quando Papai e Mamãe iam trabalhar, Vovó Regina me levava para a casa dela. Quando eles voltavam do trabalho, voltávamos para a Nossa Casa.
Um belo dia, começaram a bagunçar muito a Nossa Casa e não voltamos mais para lá. Inclusive, ao invés de me buscarem na casa da Vovó, Papai e Mamãe acabaram ficando por lá. Creio que como a casa ficou muito bagunçada, eles não quiseram voltar mais. Mas nem liguei, afinal, a Vovó sempre dizia que a casa dela era minha também. Legal.... morávamos todos na mesma casa.
Depois, a casa da Vovó ficou bagunçada e apareceu outro lugar.... Nesse lugar, descobri no dia seguinte, tem uma rua com uma calçada bem legal para andar. Papai e Mamãe já saíram comigo algumas vezes para andar por lá.... e ainda me levaram em um lugar com um gramado bem grandão (chamam lá de “praça”), tem um parquinho e um montão de areia para brincar. Papai levou a Cindy na coleira e eu levei o Jacaré, também puxando-o pela cordinha. No Condomínio (é assim que chamam  a casa nova da Vovó) também tem outro parquinho.
Não que eu não tenha gostado da casa nova da Vovó, mas é que eu gostava da outra. Dava para brincar lá fora na hora que eu quisesse, tinha um monte de pedrinhas e grama para colocar dentro dos meus caminhões e tinha bastante espaço para eu correr atrás da Cindy.

Sabem o que mais me intriga em tudo isso? Papai e Mamãe volta e meia me levam em uma casa que não mora ninguém e eles sempre dizem que é a Casa do Papai, Mamãe e Dudu. Mas sempre vamos até lá, andamos pela casa e vamos embora. Não tem brinquedos nem móveis. Tem uma escada bem grande e dizem que tem um banheiro só meu.

Será que quando a casa da Vovó ficar bem bagunçada a gente vai mudar para lá?


No domingo, visitamos a Vovó Iza, e achei uma caixa de brinquedos que havia desaparecido lá da casa da Vovó Regina..... simplesmente estranho....


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Casa Nova???

As coisas andam meio estranhas na casa da Vovó Regina. Muitas caixas pela casa... Meus brinquedos sumiram.
Ontem Papai e Mamãe começaram a andar pela casa com uns sacos de lixo e começaram a colocar as roupas deles, neles. Será que resolveram comprar um montão de roupas novas?
Ontem também não brincaram comigo, me deixaram comendo bolachinha e assistindo Cocoricó enquanto corriam com os sacos.

Para terminar, Mamãe enquanto me colocava para dormir, diz:

“Dudu, amanhã vamos mudar para outra casa com a Vovó. Aquele apartamento, sabe?”

Perguntei:

“A Casa Nova?”

Mamãe respondeu que sim. Já fui com a Vovó num lugar que ela me disse ser a casa nova.... Mas sempre a gente vai lá, e volta. Será que vai mudar alguma coisa?

Calma!!!
Estou ouvindo umas vozes que não conheço...... Parece que estão falando com a Vovó sobre as Caixas......

Vou chamar a Vovó para ver de pertinho o que está acontecendo. Depois volto e conto tudinho....

sexta-feira, 8 de julho de 2011

De Férias

Não conhecia a palavra, mas ontem a profe disse que estamos em férias... e que a partir de amanhã, não precisamos ir para a escola. Férias então deve ser algo ruim... Adoro ir para a escolinha, brincar com meus coleguinhas, fazer desenhos, pintar, “nadar” na areia do parquinho... Agora nem sei quando volto. Triste isso, né?

Ontem foi muito engraçado. Vovó me levou para a escola, e ao invés de colocar meu uniforme, ela me vestiu uma calça jeans com uns panos costurados nela. Me colocou um monte de blusas (aqui está friiiiio), e uma camisa de manga curta por cima (???). Depois pegou um chapéu cheio de pontinhas, e disse que eu o iria usar. Ok!

Chegando lá, adivinha quem aparece??? Minha Mamãe!!! Fiquei muito feliz... Mamãe só aparece de manhã e a noite. E, ali na escola, ela só apareceu algumas vezes; e quando ela vai, é sempre um dia diferente! Ela pediu para eu sentar no banco da frente do carro da Vovó, pois iria fazer barba em mim.... Quando Papai faz barba, ele usa aquele pincel e aquela coisa azul que ele passa no rosto para tirar a espuma, e não um lápis. Deixei Mamãe fazer aquilo, pois a cada risquinho ela dizia que eu ficava mais lindo.

Quando cheguei naquele hall que esperamos o horário de entrar, vi que meus coleguinhas estavam todos com barba, chapéu e sem uniforme... Achei bem engraçado. Mamãe me levou a um espelho e puder ver que eu também estava com barba, e ficou bem legal!

Mamãe não parava de tirar fotos, e eu fiz uma dancinha, para fazer uma graça. Ela e Vovó ficaram malucas de tanta festa que fizeram... hehe

Depois deu meu horário e entrei. Minhas profes estavam com penteados, roupas e maquiagens estranhas... Dia estranho, né? Minha profe ficou conversando com uma Mãe e eu fiquei brincando nos cavalinhos. Quando essa Mãe estava indo embora, a Profe me chamou e disse para eu dar tchau para a Mamãe.... Ops... nem tinha visto que minha Mamãe estava conversando com ela. Acho que era a tal entrega dos pareceres do semestre, que ouvi a Profe falando com uma outra Profe. Não quis desgrudar da Mamãe, mas ela insistiu que tinha que ir trabalhar e acabei cedendo.

À tarde brincamos muito, comemos muitos doces, e a Profe colocou uma musica gostosa de dançar. Não fizemos nenhuma coreografia, mas dançamos muito, cada um a seu jeito.

À noite fiquei tão cansado, que o soninho do trajeto escola-casa, durou quase umas 2 horas. Foi bem difícil acordar. Quando consegui, ouvi Mamãe contando ao Papai que a Profe me elogiou muito. Que meu desenvolvimento está dentro do esperado para a faixa etária, que minha fala está excelente, e que eu sou muito esperto, alegre, e interessado. Só quando tenho um colega novo, fico hostil.... Será que hostil significa que eu não gosto de intrusos? Hehe

Agora vamos ver se Férias é legal mesmo e se demora muito para passar. Não sei se aguento muito tempo sem colocar meu uniforme e carregar minha mala de rodinha por aí....

Ah, e Mamãe resolveu mostrar minha carinha, tudo bem que estou fantasiado, mas dá para matar a curiosidade, né? hehe


Essa camisa abrindo, não significa que tenho barrigão... é que Vovó me encheu de blusas, tá?



Isso não é um sorriso... Mamãe pede para eu mostrar os dentes, e eu obedeço!!!





Até breve!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Indo ao Pediatra

No inicio dessa semana, Mamãe me acordou suuuuper cedo... me arrumou, e me disse que iríamos ao Pediatra....... Fiquei tão irritado que só conseguia chorar. Nem na cadeirinha eu quis sentar, coisa que sempre faço correndo, bem bonitinho...

Depois que me acalmei, já no caminho, estava mais tranquilo, sem tanto sono, e com menos frio.
Não gosto de ser acordado. Desde sempre eu acordo sozinho. Quando quero sair do berço eu chamo para me buscarem. Essa historia de me tirar do meu soninho, me deixa muito bravo, definitivamente, não gosto!

Chegando lá, lembrei o que era esse tal Pediatra. Fui lá pela última vez, segundo Mamãe, em Março. Como sou grandão, não preciso mais ir todo mês lá, agora as consultas são mais espaçadas. Lembro que lá não era um lugar legal.
Nós chegávamos lá e sentávamos num sofá. Eu ficava vendo revistas, e procurando carros ou bichos naquelas páginas. Quando me cansava, tem uma sala ao lado que tem um moooooonte de brinquedos. Pegava a Mamãe pela mão e íamos escolher um brinquedo. O Pediatra nos chamava. Quando entrávamos na sala eu começava a chorar. Isso quando eu já não entrava no portão do lugar chorando. Ele sempre me chamava de mau-humorado... e Mamãe concordava! Ficava ainda mais bravo.

Mamãe conversava um pouco com ele, sempre falando de mim, como se eu não estivesse ali. Depois disso vinha a parte mais chata: Mamãe me colocava num trocador imenso, e irava minha roupa. Passei praticamente minha vida toda com medo de deitar em qualquer outro trocador do mundo, por conta disso. Se íamos num shopping, quando entravamos no lugar que tinha trocador, eu abria o berreiro, com medo que logo aparecesse o tal Pediatra.
Depois de eu ficar pelado, ele vinha com uma régua gigante, encostava uma ponta na minha cabeça e esticava meu pé. Media minha cabeça com uma fita, virava minha cabeça para o lado, colocava um negocio gelado no meu ouvido, no outro, olhava dentro do meu nariz, colocava um palito seco na minha língua e abria minha boca, encostava um ferro gelado no meu peito e ficava ouvindo não-sei-o-quê, depois colocava nas minhas costas. Mandava Mamãe me colocar sentado num lugar, onde ele sempre falava que eu estava gordinho........... Mamãe me pegava no colo, aos prantos, e ele sentava no computador.

Geralmente dizia que minha altura estava acima da média (alguns centímetros), (alguém sabe quem são esses centímetros???), e dizia que eu estava umas gramas lá, abaixo. Grama não é aquele negócio verdinho que tem no quintal??? E que as vezes tem que tomar cuidado que tem cocô de cachorro? Aff...tudo muito confuso e chato! Mamãe me vestia, conversava mais um pouco com ele, e íamos embora. Na porta dele, ele me dava tchau, eu nem dava bola pra ele, e ele me chamava de “simpático”. Simpático é ele!

Bom, dessa vez, coloquei na minha cabeça que seria diferente. Como eu comecei a entender bem mais coisas que entendia antes, resolvi não chorar. Só se ele me machucasse....

Entramos na sala, e ele me cumprimentou. Me deu a mão, e correspondi. Mamãe me elogiou.
Sentei no tapete, e comecei a brincar com um monte de carrinhos que tinha ali. Tinha um fusca beeeeem legal, preto e sem teto. Mamãe disse que era conversível. Mamãe ficou conversando com ele e eu brincando.
Ele pediu pra ela tirar minha roupa. Deitei e fiquei quietinho. Ele veio com a tal régua, e Mamãe falou que era pra ver se eu estava grandão.... Mamãe, precisa de régua para ver isso? Ele falou que eu estava com 91 centímetros. Quando temos muitos centímetros, deve significar que somos grandes, né? Aí se seguiu como sempre: abriu minha boca, e colocou uma pá azul, que depois me deu de presente. Veio com o negocio gelado no ouvido: Mamãe disse que era pra ver se tinha cacaca. Sei que não tinha, pois na noite anterior Mamãe passou cotonete para limpar. O mesmo para o nariz. (Ele deve testar se Mamãe me limpa direito, né?). Quando ele colocou o ferro gelado no peito, Mamãe disse que era para ouvir meu coração.... e do elefante que estava estampado no meu pijaminha. Depois ele colocou no meu nariz e fez coceguinha.... Demos risada.

Me colocou sentado no lugar lá das gramas. Fiquei com um pouco de medo de cair, mas Mamãe falou que era rapidinho.... era para ver se eu estou fortão. Ele disse que eu estava 600 gramas abaixo... Mas que nem era nada, e eu estava super bem, e que seria beeeeem alto, e nada magro. Eu serei forte! Igual Papai! Eu sempre soube disso, Mamãe me levou ali para isso???

Ele me colocou deitado novamente, e viu meu Pipi.... disse que ainda estava “colado”.... Se estivesse descolado, eu estava sem Pipi, certo? Quando alguma coisa descola nos meus brinquedos, é porque caiu alguma peça..... Essa parte me deixou um pouco confuso!!!!

Mamãe me vestiu e voltei a brincar com os carrinhos enquanto ela conversava. Quando saímos, dei tchau a ele, e ele falou para voltarmos dali 4 meses. Deve ser um tempão, isso, né?

Mamãe me elogiou muito-muito. Disse que me comportei igual a um rapazinho, e ligou até para o Papai contando que nem chorei. Fiquei feliz!
E olha, ele nem me assusta mais! Vi que ele só pega em mim, me mede, pesa e olha algumas partes do meu corpinho. Mamãe fica sempre comigo, e eu confio nela, pois ela não deixaria ninguém me machucar!

Agora já sei... Ir no Pediatra não dói nem assusta. Só serve para ter certeza que sou grandão e fortão!!!!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mudando de Casa e Ganhando uma Prima

Esse feriado foi recheado de coisas interessantes. Conto tudo!

Primeiro, que agora só ficamos na casa da Vovó. Num dos dias do final de semana, fomos na nossa casa, e tinha tanta coisa fora do lugar que até fiquei meio perdido. Acho que como nossa casa está muito bagunçada, Papai e Mamãe resolveram não arrumar a casa e ficar pela Vovó Regina mesmo... Mas eles levaram a cama deles para lá, e meu berço. Dormimos na Vovó agora, e onde fica meu berço, chamam de meu quarto, e no quarto que está a cama do Papai e Mamãe, chamam de quarto deles. Não estranhei muito não, afinal, estou acostumado a ficar na Vovó. Ouvi Papai dizendo que tinha medo que eu quisesse ir para casa, mas como meu berço está ali, não tenho porque, né? Papai também conversou comigo no dia que fomos na nossa casa. Disse que agora ficaríamos na Vovó, e que depois iriamos para outra casa, aquela que de vez em quando, visitamos. Que lá é bem grande e eu terei mais espaço para brincar. Ah, achei legal. Só fico triste que não me colocam mais no trocador onde eu podia ver bem de pertinho as figuras do Pooh, Tigrão, Leitão e Bizonho, em que todos eles estão nanando, e Mamãe sempre dizia “Shhhhhhh, eles estão nanando....”. Sentirei saudades, mas a casa da Vovó é legal... por mim, podemos ficar por lá!!!

Outra coisa que aconteceu, é que a Luana nasceu. A Luana é minha prima. Aprendi a falar bem certinho tudo o que acabei de contar. Não chamo mais ela de Nhunhu. E olha, falar está sendo fácil, é só repetir o que os adultos falam.

Ouvi muitas pessoas falando que a Luana tinha nascido. E fomos num lugar chamado hospital. Fiquei brincando com o Vovô Mario, ou o Dindo Marcelo, lá fora, enquanto Papai e Mamãe entraram no lugar. Saíram, e Mamãe me mostrou uma foto no celular, e disse que era a Luana. Era um bebê pequenininho....
Onte fomos na casa da Dinda Simone (não chamo mais ela de Tata, agora só Dinda), e Mamãe e Vovó ficaram falando que a Luana estava chegando.... fiquei aguardando.

Finalmente chegaram com o que era meu bebê conforto, e dentro dele tinha algo embalado em um cobertor rosa.
Colocaram sobre o sofá e me chamaram para ver. Era um bebê. Pequeno e bonito. Olhei de pertinho, e achei muito legal, afinal, adoro bebês! Só não gostei que não posso ficar passando a mão nela. Assim que consegui chegar pertinho, passei a mão na cabecinha dela, bem de leve, e a Mamãe disse que não posso pegar nela, pois ela não tem anticorpos. Independente do que seja isso, só sei que não posso pegar nela. Que pena! Ter prima é legal (nunca tive prima), e como me falaram que ela vai crescer e vou poder brincar com ela logo, achei mais legal ainda!

Olhei para a Dinda e ela não tem mais barrigão. Disseram que a Luana "saiu".... Repeti, mas não entendi.  A Barriga da Dinda virou um bebê.... estranho, né?
Mas entendi bem que tem coisas muito estranhas mesmo, mas que por mais que eu tente, não consigo entender. Não vou ficar pensando nisso, sei que uma hora vou entender!

Luana, seja bem vinda! Fiquei muito, mas muito feliz que chegou uma criança para a família. Viver em família de adultos, cansa! Mas eles vão te mimar muito, fazer muita bagunça com você, e te dar muuuuuito amor. Foi assim comigo!
E cresce bem rapidinho, pra eu poder te ensinar um monte de coisas. Assim, você não fica perdida como eu... as pessoas não entendem que tem certas coisas que não entendemos!!!!



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Meu Amigo!!!

Não gosto muito da ideia, mas acho que me equivoquei: Macaco é meu Amigo! 

Esses dias Mamãe me levou para dormir, e eu contei pra ela que o Macaco pegava minha chupeta. Mamãe falou que não, que o Macaco era meu Amigo. Que ele pegava minha chupeta sim, mas sempre quando eu não estava com ela. Ele pegava minha chupeta para cuidar dela, para que eu não a perdesse.
Deixei Mamãe dar uma chupeta minha para que o Macaco ficasse segurando. E, no caso de eu acordar a noite, sem a minha, eu poderia pega-la na mão dele. Duvidei que daria certo, mas resolvi tentar!

No meio da noite, como de costume, acordei sem chupeta. Procurei em volta e não achei nada. Lembrei do Macaco e resolvi procura-lo. Ele não estava no lugar que o deixei. Claro, ele também se mexe a noite! E eis que na mãozinha dele, estava minha chupeta! Ele cuidou dela pra mim a noite toda! Fiquei tão feliz! Peguei minha chupeta, coloquei na boca, e abracei o Macaco. Não, ele não é um trombadinha de chupetas, ele é MEU AMIGO!!!

Papai ontem disse a mesma coisa. Então isso tudo quer dizer que quando Papai dizia que era pra eu tomar cuidado pra não deixar minha chupeta cair, era porque o coitadinho do Macaco iria ter que ficar cuidando da minha chupeta o tempo todo, e não poderia brincar.
Como fui injusto!!! Mas me redimi. Conto:

Estou meio dodói, e tem uma tosse chata que não me deixa. Ontem de manhã, tomei meu mamá, depois tossi, e meu leitinho voltou. Sujando meu lençol, uma coberta e meu travesseiro. A noite, Papai e Mamãe tiraram meu lençol, as cobertas e meu amigos do berço do mesmo, analisaram o que tinha sujado e separaram tudo para lavar. Por sorte, meus amigos do berço estavam brincando longe do travesseiro e não se sujaram, mas a Mamãe colocou todos eles na caixa de brinquedos. TODOS. Ela arrumou minha cama e fomos para o banho.
Depois que eu já estava vestido, antes que ela resolvesse me colocar naquele berço “despopulado”, peguei um a um dos meus amigos, e joguei no berço. Ela achava que eu conseguiria dormir sozinho? Nunca! E para tentar me redimir, quem foi o primeiro a ir para o berço? O Meu Amigo Macaco! O Cuidador de Chupetas!

Aprendi que não podemos culpar sem ter certeza. As vezes somos surpreendidos, né?
Ainda bem que o Macaco nem soube da minha desconfiança, e continua com aquele bom e velho sorriso para mim!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

De olho no Macaco

Hoje preciso desabafar! Há tempos que eu ando desconfiando de algo, e tenho quase certeza de que isso realmente tem acontecido.
Lembram que eu comentei que meu berço é habitado por um monte de amigos? Ainda essa semana, levei para lá mais alguns integrantes. Falarei rapidamente de cada um.

- Tigrão: o mais antigo do berço. Mamãe ganhou ele do Papai no aniversário de 3 anos de casados. Quando um dia eu estava passando por ele, lá na mesinha de cabeceira da Mamãe, ele me chamou e não desgrudei mais dele. Desde então, ele dorme comigo no berço.
- Mickey: presente de uma amiga da Mamãe para mim. Ele estava perdido dentro do meu cesto de brinquedos, essa semana estava procurando brinquedos esquecidos, e ele pediu para ser resgatado. Atendi ao seu pedido e o levei para o berço.
- Ursinho pequenininho: Ele é branquinho e bem pequeno... Foi meu primeiro brinquedinho, e ganhei da Vovó Iza. Tenho fotos de eu bebezinho com a perninha inteira dele na minha boca. Hehe Ele estava junto com o Mickey e resolvi resgatá-lo também. Não é justo eu ter comido as perninhas dele quando bebê, e agora que sou bem grandão, deixa-lo de lado.... Se bem que esses dias mordi a cabeça dele, e é tão macio.........
- Urso Branco: Ganhei da Vovó Iza de Páscoa. Desde então ele me faz companhia no berço.
- Macaco: Ganhei do Dindo Marcelo, também na Páscoa. Estávamos no mercado, e eles me levaram para um lugar que tinha um monte de bichinhos. Pediram para eu escolher um, e o Macaco foi o que me convenceu a leva-lo. Creio que ele tem um certo poder de persuasão fora do comum.

Todos esses meus amigos conversam comigo antes de dormir e pela manhã. Me contam como foi o dia de cada um, contamos histórias, ensino algumas coisas que aprendi durante o dia, e eu cuido deles até eles dormirem. Deito, coloco todos lado a lado na grade do meu berço, e ficamos ali, por longos minutos jogando papo fora. Acontece, que Papai me alertou para algo que eu não tinha pensado, mas que agora estou muito esperto. Dentre esses “amigos”, há um deles, que quer me boicotar!

Dificilmente acordo com a chupeta na boca. Durmo com ela, mas as vezes acordo a noite, e tenho que procura-la. Sempre quando Papai me leva para o berço ele diz para eu ver se o Macaco não a pegou, e geralmente ela está pertinho dele. Quando acordo a noite, procuro por ela, e eis que bem perto dele, lá está ela!

Já perguntei em particular ao Tigrão se ele viu alguma atitude estranha do Macaco, mas ele é um cara muito gente fina, jamais dedaria o amigo, mas sei que algo estranho está acontecendo.
Desde que o Papai me alertou, estou de olho nele, se eu constatar que o Macaco é um trombadinha de chupetas, eu pego ele e deixo de castigo um tempo, lá no fundo da caixa de brinquedos para ele aprender uma lição. Sou tão legal com ele, divido meu cobertor, meu cheiroso e quando estou fora do berço nem me importo que ele use minha chupeta, mas tirá-la de mim durante o sono? Ah, isso não é justo!

Estou de olho nele, e se eu descobrir se ele é realmente o que estou achando, conto para vocês!!!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Falar não é nada fácil...

Falar não é uma coisa fácil. Aliás até pouco tempo atrás, eu tinha um pouco de medo de tentar falar e sair tudo errado, então eu nem tentava. Tinha vergonha!
Mamãe conta que eu não era um bebe de muitos balbucios. Era mais observador. Sou até hoje, adoro olhar, prestar atenção, e agora começo a copiar. Repito tudo o que dizem, ou fazem. Se Papai dança, eu danço. Se Mamãe deita no chão, deito junto, e assim por diante. E quando falam ou cantam ao meu lado, faço o possível para falar igual, mas é tão difíííícil!

Não há crianças do meu tamanho na minha família. E, até o começo desse ano, eu ficava com a Vovó Regina o dia todo. As vezes o Leo ia brincar comigo, senão eu brincava sozinho mesmo.
Então, um pouco antes do meu aniversário de dois anos, eu comecei a ir para a escolinha. Lá, sou o mais novo da turma. E como estou um ano atrás dos meus colegas, eles faziam um monte de coisas que eu não sabia fazer. Não sabia! Pois sou um cara bastante competitivo, e imito tudo o que eles fazem e consigo fazer igual. Até eu entrar na escolinha eu mal conseguia falar Papai e Mamãe, agora já falo muita coisa. O que não consigo falar, Papai e Mamãe entendem quase sempre a minha tentativa, e conseguimos manter um diálogo. Ou quase isso....

Também adoro cantar. A música do Gato, da Galinha Pintadinha, consigo cantá-la todinha, ou melhor, tento dizer todas as palavras. Mas o “Dona Chica-ca” e o “Miauuuuuuu” saem certinho, as demais consigo cantar o final das palavras: “Ei au ato-to... o ato-to... ão eu-eu-eu... Dona Chica-ca... se se-se... o ô, o ô ... eu Miauuuuuuu”. E quando ouço alguém contar alguma coisa, começo a repetir as palavras. É engraçado, pois todos param de prestar atenção na pessoa que está falando, começam a me ouvir, e dão risada. Já disse que adoro chamar a atenção, né? Adooooro!

Por isso digo, que não é tão simples essa coisa de falar. Entender o que as pessoas dizem, eu consigo entender completamente, mas conseguir falar certinho, com todos aqueles ‘erres’ e ‘esses’, isso é bem difícil!
As vezes eu tento falar alguma coisa, que não sai direito. Mamãe ouve e fala a palavra correta. Pede pra eu repetir. Repito. Mas não sai bem direito ainda. Ela repete mais uma vez, e pede para eu fazer o mesmo. Obedeço. Ou chega uma hora que eu consigo falar certo, ela me parabeniza e esquece a tal palavra, ou não sai de vez e ela me parabeniza mesmo assim  e finge esquecer. É que as vezes a minha boca não obedece ao que a minha cabeça pensa.

Sempre ouço Papai e Mamãe comentando com as pessoas que me ‘desenvolvi’ muito depois de ter começado a ir pra escolinha. Pois é, eles é que não fazem ideia da selva que é aquilo. Vocês acham que é fácil ter que ficar berrando para pedir mais suco para a profe, sendo que tem mais um bando de crianças gritando mais que eu? É fácil avisar a profe que quero brincar mais um pouquinho de nadar na areia do parquinho? (o que nunca dá certo, pois eu querendo ou não, sempre tenho que obedecer a profe e subir para a sala). A mesma gritaria serve para quando quero outra cor de massinha, e um amiguinho meu pega a mesma cor que eu queria e não quer trocar comigo. Adianta só chorar? Não. Aí tenho que tentar explicar com ‘erres’ e ‘esses’ que esse é meu, e esse é seu. Dificil. Cansativo!

Era muito mais fácil ficar só eu e Vovó. Era só eu esticar meu bracinho que eu ganhava suco. Brinquedo? Era só começar a chorar e olhar para o lado, que o brinquedo imediatamente aparecia na minha frente. Ir lá fora? Bastava apontar o dedinho, e a porta abria, como num passe de mágica!!!

Se Papai e Mamãe queriam que eu me ‘desenvolvesse’, era só me pedir, né? Precisavam mesmo me colocar com um monte de crianças choronas e de fala alta? Mas OK, sem ressentimentos...
Se bem que é até legal brincar com eles, e dar risada juntos... Trocar brinquedos, competir para ver quem faz desenho mais bonito, quem pula mais alto, quem faz uma cambalhota mais certinha...
Certo, escolinha também é legal. Quando estou em casa, sinto falta de ir para lá, mas quando estou lá, sinto uma falta da mordomia da casa da Vovó...

Será que Papai e Mamãe sentem falta de casa também quando estão trabalhando? E quando estão em casa, sentem falta de trabalhar? Quando eu conseguir falar direitinho mais de três palavras juntas, eu pergunto à eles e conto para vocês. Até!!!


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Família

Sempre ouço as pessoas falarem sobre família, mas não entendo muito bem o que isso significa. Algumas pessoas sei que são família, outras, ainda tenho dúvidas.

Papai e Mamãe tenho certeza que são minha família. Mamãe sempre entra em casa e diz: “Olá Família amada! Cheguei!” Isso significa que Papai, Mamãe e eu somos família. Creio que a Vovó Regina, o Vovô Mario, a Vovó Iza e o Vovô Minho, são família também, pois ouço sempre Mamãe e Papai falarem a palavra família quando falam deles. Aliás sei bem que quando ligam lá em casa, qual Vovô ou Vovó se trata. Se a Mamãe fala Pai ou Mãe, sei que é a Vovó Iza ou Vovô Minho.... Se ela cita nomes, sei que são os outros avós. Se é papai que atende, é a mesma coisa. Mamãe sempre comenta com Papai que eu sei dessa diferença... Não entendo o porquê da empolgação dela. É óbvio!

Eu tenho 3 dindos.... O Dindo PC, que é marido da Tata, que é irmã do Papai.... A Tata é minha Dinda. Eles devem ser família também, né? Tenho também o Dindo Marcelo, que também é irmão do Papai. Se ele é irmão da Tata, então são todos família.

Minha Mamãe também tem irmã, a Tia Paula. Irmãos devem ser família. Todo mundo tem irmãos.... O Leo, meu amiguinho, tem uma irmãzinha neném, bem pequenininha. O João Pedro tem o Lucas. Eu não tenho irmão. Será que um dia vou conhecer um irmão?

Ontem, na casa da Vovó Regina tinha um monte de gente. Um monte de “tios”. Não conheço muito bem eles. Tinha uma menina do meu tamanho que falaram que era minha prima. Nunca conheci uma prima. O nome dela é Malena. Já entendi que quando alguém é alguma coisa e tem um nome, quase sempre ela é família. A Malena é prima. A Paula é tia, e assim por diante.

As minhas Profes, são Profes e têm nome, mas não são família.... Não entendi mais. O que é ser família? Quando as pessoas têm a mesma Mamãe, a mesma Vovó? A Malena não tem a mesma Vovó que  a minha.... Aff.... Difícil isso...

Só sei que família deve ser algo legal, pois as pessoas falam alto e riem muito quando tem uma família reunida. E todo mundo tem família... Eu sou a família do Macaco e do Tigão. Vi num livro que os amigos do Tigrão é que são sua família, e que eles se amam muito. Lá em casa Papai e Mamãe se abraçam, me olham e dizem “Papai e Mamãe se amam...” Quando eles me colocam para dormir, sempre dizem que me amam. Mamãe já me ensinou a dizer “Te amo”. Amor é algo bom. Pois sempre que as pessoas dizem isso, dizem sorrindo.

Pensando assim, a minha família são todas as pessoas que dizem que me ama. E são várias. Igual ao Tigrão!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

O que eu vou ser, quando crescer!

Um dia sei que serei bem grandão. Igual Papai. Sei também que quando as pessoas ficam grandes elas trabalham. Todo mundo trabalha. E trabalhar deve ser bem legal, pois todos os dias as pessoas vão trabalhar!

O que eu já percebi também, é que as pessoas têm trabalhos diferentes. Mamãe, Papai, Tata, os Dindos.... todo mundo faz uma coisa diferente. Foi aí que eu comecei a pensar o que eu quero fazer.

Primeiro, prestei bem atenção na conversa do Papai com a Mamãe. Todo dia, quando eles sentam juntos para comer pão (eu adoooooro pão, mas eles me dão a tal Janta. Dizem que é mais gostoso, então porque eles não comem Janta?), e me colocam sentado junto com eles, conversam sobre como foi dia. Ouço Mamãe falando de empresas. De planilhas, de números, de análise de resultados.... Assim, só entendi a parte de números.... eu já sei contar: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. Mas, o que ela faz com os números? E essas outras palavras? Será que ela tem uma turminha de números sentados? Que ela faz desenho com eles? Ou será que ela ensina número para as pessoas? Ela nunca me falou que era profe.... acho que não é isso... Será que ela vende números em uma loja? Aff... Mamãe faz algo chato. Já cansei de pensar o que ela faz. Não quero fazer o mesmo que Mamãe! Sem contar que ela usa umas roupas sérias demais. Papai tem um jeito mais descontraído de se vestir!

Ele sempre fala de empresas também. Já falei que ele trabalha no mesmo lugar que eu vou pra escolinha, né? Lá é legal! Ele também sempre escolhe músicas para as “aulas” dele. Ele sempre fala de saúde e qualidade de vida. Hum... acho que Papai trabalha dançando em empresas. Mas Papai dança tão mal... Bom, de qualquer maneira, não acho tão legal assim dançar. E eu tenho bastante saúde, Mamãe sempre diz isso. Também não quero fazer o mesmo que Papai.

Já que não gosto nem do que Mamãe faz, nem do que Papai faz, fico em dúvidas com relação ao que fazer!!!
Gosto de brincar com carrinhos. Eles são legais. São coloridos e fazem um barulho legal. Adoro colocar todos eles lado a lado. Fica bonito. Fico tanto tempo colocando eles em ordem que até cansa minhas perninhas e eu tenho que sentar.
No final de semana Papai me mostrou na TV que tinha uns carrinhos correndo. É bem legal. E alguém deve dirigi-los.
Mas não sei..... andar de carro dá sono. Sempre quando sento na minha cadeirinha no carro, pego minha chupeta e meu Cheiroso e me dá sono. Acho que não quero dirigir carrinhos, não!

Outra coisa que eu também gosto muito é de avião! Ele fica lá no céu, perto da Lua e do Sol, e faz um barulho legal também. Não deve dar sono pois ele anda bem rapidão. Alguém dirige o avião, já vi nos vídeos que o Papai coloca no computador. E ainda, das vezes que fui no aeroporto, vi que o avião anda no chão também. De repente eu posso dirigir o avião igual um carro por um tempo, e quando eu cansar (e ficar com sono), eu vou dirigir no céu. Isso!!! Eu quero dirigir avião. Nunca vi ninguém dirigindo avião na rua, mas deve ser legal fazer isso.

Todo esse papo me deu vontade de brincar com meus aviões. Vou lá dirigir um pouquinho, e depois volto. Até!


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Não entendo!

Tem muita coisa que eu não entendo. Muita coisa mesmo. Na verdade é tanta coisa, que as vezes acabo não entendendo nada.
Exemplo: a Tata*. Não entendo ela. Não lembro se um dia ela foi diferente, mas pra mim ela é diferente de qualquer outra pessoa. Todos, inclusive a própria, dizem que ela tem um neném na barriga. O que isso significa, por favor? Falam que a barriga dela se chama Nhunhu (pelo menos é o que consigo dizer, o nome é mais difícil de soletrar), agora me diz, como uma barriga tem nome, ou como pode caber um neném dentro da barriga dela?

Um dia perguntei para a mamãe se na barriga dela tinha neném, ela disse que não. Também não tem neném na do papai, nem na minha. Por quê só na da Tata? Como ele foi parar ali? E porque a barriga dela cresce sempre, sem parar?

Mamãe também já me disse um dia, que o neném vai sair da barriga da Tata logo.... mas vai pra onde? Vai sair como?

Será que todos os nenéns da minha escolinha sairam da barriga de alguém? Nenéns não, crianças. Mamãe começou com essa agora. Não sou neném, sou menino, sou criança. Ela é adulta, papai, adulto.... O que isso possa significar, não importa, só sei que ela fez a maior festa quando mostrei no meu livro do Pooh que aquele neném amigo do Pooh era "menino". OK, vou agradar mamãe e vou falar sempre menino ao invés de neném.
Estranho isso de as coisas mudarem de nome, né? Mamãe resolve mudar as coisas de nome e eu tenho que acatar... Adoro deixar a mamãe sorridente. Assim como a Tata quando eu beijo ou quando coloco minha mãozinha na barriga grande dela. Não só ela, mas todos soltam um sonoro "óóóóóóóóó", então repito sempre.... Gosto de ser o centro das atenções.

Enquanto isso, vou continuar tentando entender essa incógnita da barriga da Tata. Se eu descobrir algo, conto em seguida.

*Tata = minha Dinda, é também irmã do Papai

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